quinta-feira, 27 de setembro de 2007

La manière française de faire les choses...

- Os metrôs vêm sempre da esquerda, enquanto os RERs, da direita;

- O "Le Monde" sai sempre ao mei0-dia, e com a data do dia seguinte;

- Quando uma pontuação em francês tem mais de um traço (; : ? !), dá-se um espaço depois da letra anterior, além do espaço antes da letra posterior.

ex.: Tu vas à la fête ?

Oui, je vais : tout le monde y va.


Estranho....

I am Parisien

Meu mais novo sonho de consumo em Paris, visto ontem numa noitada:

"I Love Rien: I am Parisien"
ou
"Eu não amo Nada: Sou Parisiense"

Duas opções: um outsider com muito senso de humor e sutileza, ou um parisiense muito sincero!

Les Videurs


Você pode ser muito bonito...


Você pode ser muito inteligente...


Você pode ter uma modelo internacional de 1,80m do seu lado...


Você pode chegar de Ferrari conversível...


E ainda ter ganho, no mesmo ano, o Pulitzer de melhor livro, o Oscar de melhor ator e o Nobel de Física...


Mesmo assim, você nunca, nunca vai ter...


A auto-estima e a marra de um segurança de porta de boate em Paris!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Chez Moi


Coisas que ajudam a matar a saudade do Brasil:


- Ouvir o RockBola da véspera, no site da OiFm;


-ler O Globo na internet, podendo virar as páginas!;


- Ouvir "Teatro Mágico" antes de dormir;

- Comer uma massinha na Casa do Brasil, aqui na Cité, e ver a grande família que os moradores da casa são;
- Ouvir música brasileira tocando em lugares públicos.


Instituições Francesas - I

Ficar deitado na grama, onde quer que seja. A atração que a grama exerce sobre os franceses é digna de nota. "La Pelouse" é definitivamente uma instituição francesa.
Se acompanhada de um vinho de 3 euros e um brie, melhor ainda.


sábado, 22 de setembro de 2007

Mantra Diário


"Denfert-Rochereau...Denfert-Rochereau


Attention à la marche en descendant du train"

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Paris, Delpy e o Verlan


Esse é um multi-post: ele junta algumas idéias de posts que acabaram por se juntar e (acho eu) fazer sentido serem contados de uma vez só.


Assisti ontem a "2 Jours à Paris", um filme dirigido, escrito e estrelado pela Julie Delpy (pra quem não conhece, a atriz que estrelou "Antes do Amanhecer" e "Antes do Por-do-Sol, do Richard Linklater). Uma característica parece ser comum aos filmes dela que já vi: nada é mais importante que os diálogos. Assim como nos dois "Antes...", o cenário é uma cidade que passa, enquanto dois personagens discutem os assuntos mais banais ou profundos possíveis: amor, guerras, sexo, política, música, relacionamentos. A diferença de "2 Jours" é que em vez de ter Ethan Hawke como um estranho-próximo, Julie contracena com Adam Goldberg ("Zodiaco" e "My Name is Earl") como seu namorado.


Todo o filme pode ser condensado em torno do choque cultural entre o casal. Ao levar o namorada americano-yuppie-hipocondríaco para a casa dos pais em Paris (detalhe curioso do IMDB: os pais de Julie no filme são REALMENTE seus pais!), Julie cria uma barreira enorme entre dois mundos que, até então, pareciam próximos. Todos os ex-namorados de Julie que o casal encontra não seriam o desastre que são se não fosse a completa incapacidade do casal de compreender as diferentes realidades em que vivem, e todos os conceitos e pré-conceitos que cada um traz. Alguns dias visitando a Cidade-Luz acabam na resposta impagável de Goldberg à súplica de Delpy que os dois deveriam aproveitar, pois estavam em Paris: "No, we are in HELL!".


Corta o filme, voltemos à "realidade". A chegada em um país diferente é sempre um pouco traumática, variando de acordo com seu conhecimento da cultura-hábitos-língua. Minhas esperanças quanto ao meu francês estavam bastante em alta quando embarquei; curioso como os parisienses fazem você se sentir humilde quanto àsua proficiência de utilizar a língua deles.


Não bastasse os usos dos pronomes "y" e "en" (que, entre nós brasileiros, já virou termômetro de nosa habilidade com a língua), os parisienses resolveram inventar o Verlan. Verlan, com as sílabas invertidas, soa como "Lanver", ou mais precisamente "L'invers", o inverso. A brincadeira é o seguinte: pegue as palavras, e troque suas sílabas!! Por exemplo, ao dizer "olhe aquela mulher", não se diz "Mates la femme", mas "Tema la Mefe"...


Merde...